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July 12, 2026 · 7 min read

De $2.000 em Anúncios Fracassados aos Nossos Primeiros 300 Usuários

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Em fevereiro deste ano, encarei a árdua tarefa de transformar o brilho de uma ideia que eu tinha havia muito tempo em um app de verdade. Se você tem curiosidade de saber de onde veio a ideia, eu escrevi sobre como o Walk With Me surgiu. Mas mesmo enquanto construía o app, eu já sabia que a parte difícil não ia ser o código. A ideia tem potencial, eu acredito genuinamente nisso, mas ela é travada por um detalhe simples: é um app social. Um app social não funciona se ninguém estiver usando. Sempre que tento explicar isso para as pessoas, peço para elas imaginarem que se cadastraram no Facebook esperando se divertir, só para descobrir que... ninguém está lá? Por que você ficaria?

Mês 1: $2.000 em Anúncios e um Tapa na Cara

Assim que lancei o app tanto na App Store quanto na Google Play, a realidade bateu: é, tá, ninguém vai usar isso. Tipo, ninguém mesmo. Então eu fiz o que todo mundo recomenda fazer primeiro. Fui para as redes sociais, criei alguns anúncios e patrocinei. Gastei cerca de $2.000, e os resultados foram absolutamente PÉSSIMOS. Os vídeos acumularam mais de 300.000 visualizações somando TikTok e Instagram, e eles renderam essencialmente zero conversões. Zero. Foi ruim. Muito ruim. Foi meio que um tapa na cara, e eu concluí bem rápido que os anúncios pagos não iam ser o jeito desse app crescer.

Mês 2: 500 Mensagens, 1 Resposta

Então fui procurar conselhos online, e foi unânime: apps sociais são os mais difíceis. Todo desenvolvedor indie de app social relatou a mesma coisa. O app simplesmente fica soterrado no começo, e ninguém quer saber dele. A recomendação era encontrar comunidades e apresentar seu app como a solução para um problema que elas já enfrentam. Então, no segundo mês, passei horas e horas a fio contatando comunidades de caminhada e grupos de fitness social. Fiz posts em todo canto, para todo lado. Distribuí assinaturas premium de graça. Enviei bem mais de 500 e-mails e mensagens para grupos locais, internacionais e tudo o que tem no meio, em redes sociais e por canais formais.

Essa rodada foi ainda mais deprimente. Recebi exatamente uma resposta, e a pessoa também perdeu o interesse com o tempo. Essa foi a segunda dose de realidade. Fiquei confuso por algumas semanas, sem ideia de para onde olhar em seguida, até esbarrar em SEO e ASO e perceber algo maluco: tem gente que se esforça mais na otimização de busca do que na construção do próprio app. Decidi dar uma chance de verdade a isso.

Mês 3: Aprendendo com um Gigante

Criei cerca de dez experimentos de ficha de loja na Google Play e na App Store, cada um mirando uma palavra-chave diferente. Cada ficha tinha suas próprias capturas de tela, e cada captura reforçava um recurso específico do app. Uma ficha era sobre encontrar um parceiro de caminhada, outra sobre o rastreador de fitness, outra sobre comunidades de caminhada, outra sobre segurança ao caminhar com outras pessoas, outra sobre passear com o cachorro, e a lista continua. Nada disso era perfeito, mas cada uma era diversa e forte o suficiente para transmitir uma mensagem: esse app vai resolver aquele problema específico que você está tentando resolver.

Então comecei a estudar a concorrência, os apps que meio que resolvem o que eu estou resolvendo, encontrar um parceiro de caminhada e se manter ativo junto (cof, cof STRAVA cof, cof). Descobri que esses caras têm mais de 6.000 páginas no site deles, incluindo mais de 5.000 posts de blog cobrindo todo tópico de fitness imaginável, e cada página resolve um problema específico. Fiquei chocado, sinceramente, com o tamanho da operação que eles têm. E aqui estou eu, um pobre coitado bootstrapped com $0 de orçamento de marketing sobrando, competindo contra isso. Então coloquei a mão na massa. Aprendi os padrões que eles seguem, construí landing pages espelhando minhas fichas de loja, e mergulhei algumas semanas em práticas de SEO documentadas e factuais. Depois fiquei cansado. Meio deprimido porque nada parecia estar funcionando. A vida aconteceu do lado, fiquei distraído, e não conferi o app de novo depois de maio.

Aí Eu Voltei para uma Surpresa

Alguns dias atrás finalmente voltei a conferir, e o app está... meio que decolando? Lembre-se, esse app só tem três meses. Tem $0 de orçamento, zero presença, zero hype. E ele adquiriu silenciosamente cerca de 300 usuários entre a App Store e a Google Play. Agora mesmo o site aparece na frente de cerca de 600 pessoas por dia, sem pagar nada e sem provocar nada. Cerca de 30 a 50 delas clicam, voluntária e espontaneamente. E então, em média, cerca de 10 pessoas se cadastram. Todos os dias. Estou sinceramente pasmo que as pessoas fiquem curiosas o suficiente para baixar e instalar.

Google Search Console mostrando 539 cliques e 16.000 impressões, subindo diariamente

As visitas à ficha da loja vêm subindo constantemente desde abril, sem nenhum anúncio rodando:

Visitas à ficha da loja em tendência de alta constante de abril a julho

E a App Store começou a mostrar o app em superfícies de descoberta, o que produziu dias como este:

Painel de aquisição da App Store mostrando 166 downloads inéditos, alta de 493 por cento

Isso significa que o SEO e o ASO estão funcionando. O Google confia o suficiente nas páginas para de fato exibi-las, e as duas lojas destacaram o app em suas páginas de descoberta algumas vezes. Três meses jogando dinheiro e mensagens contra a parede não renderam quase nada, e o único canal onde eu simplesmente descrevi o que o app faz, com honestidade e repetidamente, é o que está se acumulando.

O Que Vem Depois

Estou dobrando a aposta no que funciona: mais páginas, cada uma resolvendo um problema real, fichas de loja melhores, e tornar o próprio app algo que valha a pena continuar usando. Se você é uma das 300 pessoas que nos encontraram, obrigado, de verdade. E se você está lendo isso e ainda não experimentou, o Walk With Me é gratuito na App Store e na Google Play. Venha caminhar com a gente.